5:30h: Years go by and time just seems to fly, but the memories remain. - Nada mais verdadeiro. Há dois anos atrás aconteceram tantas coisas e a única coisa que eu queria era conseguir me lembrar de como eu me sentia. Como era a dor. Como era a bagunça. Como era me agarrar no que aparecia pela frente apenas para tentar deixar tudo pra lá e me sentir menos invisível. São tantas coisas. São muitas lembranças, todas elas embaralhadas, mal consigo identificá-las. Tanta coisa jogada fora e agora ninguém parece se importar e eu me encontro aqui sozinha com todas as minhas coisas dentro da minha cabeça. E tudo que eu sei fazer agora é bagunçar a cabeça das pessoas também, como elas bagunçaram a minha. Pessoas diferentes. Umas piores do que as outras. Ou não, mas prefiro pensar assim. Lamento apenas não ter tirado mais proveito de tudo aquilo, de não ter dito aquelas palavras que lutavam tanto pra sair. Me pergunto como as coisas teriam sido, já que é tão quase impossível de imaginar. Talvez porque isso machuque um pouco. Hoje é tudo engraçado, muito irônico. Aqui se faz, aqui se paga. Eu teria sido menos infeliz se não me culpasse tanto, se não insistisse em afirmar que tudo isso continua sendo uma punição do caralho. Por coisas de anos atrás.
Acho que sempre fui uma criança, devo continuar sendo uma porque eu dependo tanto das pessoas para me sentir bem, para eu parar de chorar, me distrair um pouco. Deixar pra trás algumas coisas. Mas eu olho ao redor e sou só eu, completamente sozinha. Eles estão felizes demais para se importarem. Ocupados demais.
Fico voltando àqueles dias o tempo todo, aquele sol de horário de verão e aqueles olhos que já não queriam mais me ver, tão não-verdadeiros quando os meus quando eu digo algo sem deixar escapar uma só palavra e ninguém entende. Tão bom ter ido fundo em todas aquelas coisas e não sentir nenhum arrependimento, apenas saudade. Saudade das grandes. - Reflecting now on how things could have been, it was worth it in the end.













